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Crises como um tipo de política: Gustavo Steinberg Resumo: Desde o colapso do equilíbrio de poder bipolar da Guerra Fria, as crises locais e globais vêm ocupando cada vez mais espaço no imaginário, na mídia e nas explicações das sociedades de hoje: aquecimento global, terrorismo, conflitos armados, fome crônica, entre outros temas críticos. As crises – normalmente entendidas como uma força desagregadora e destrutiva – podem, entretanto, exercer um papel construtivo e estabilizador nos processos políticos e sociais. Essa é a idéia que este livro propõe, utilizando como fio condutor o debate entre as duas teorias predominantes na análise teórica da democracia: a democracia elitista e a democracia deliberativa. Como resultado desta investigação, emerge um elemento fundamental para o funcionamento das sociedades contemporâneas: o papel ritual que a mídia assume durante os momentos de crise, papel que pode ser comparado ao do xamã nas sociedades tradicionais marcadas pelo pensamento mágico. O resultado desta atuação da mídia é a integração e a possível sustentação da sociedade global, dada a ausência de outros sistemas sociais para a geração de consenso em nível internacional. Baseado em evidências factuais deste fenômeno em nível mundial, o livro propõe novas estratégias de deliberação global e local. Estas novas estratégias já deram origem a um projeto pioneiro no mundo, que já teve uma primeira fase de testes em 2006 (o projeto “Decisão Pública”).
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